Natação na primeira infância: o que os estudos dizem sobre os benefícios para as crianças
Pesquisas da Austrália, da Noruega e dos Estados Unidos ligam a natação nos primeiros anos a mais segurança na água, melhor coordenação e marcos do desenvolvimento alcançados mais cedo.
- 88%menos risco de afogamento
- 7.000crianças pesquisadas
- 15meses à frente
Colocar a criança na piscina nos primeiros anos de vida vai além da diversão. Estudos feitos em diferentes países apontam benefícios para a segurança, a coordenação motora e até para o desenvolvimento da linguagem e do raciocínio. A APANI reuniu o que as pesquisas mostram.
Mais segurança na água
No Brasil, segundo a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o afogamento é a segunda principal causa de morte de crianças de 1 a 4 anos, e metade desses casos acontece dentro de casa, em piscinas, banheiras e reservatórios.
Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Infantil dos Estados Unidos (NICHD), publicado em 2009 na revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, comparou crianças que se afogaram com crianças que não se afogaram. Entre as de 1 a 4 anos, ter feito aulas de natação esteve associado a uma redução estimada de 88% no risco de afogamento. Os próprios autores lembram que o número é uma estimativa, por causa do tamanho da amostra, e que as aulas não substituem a supervisão de um adulto, a cerca na piscina e o conhecimento de primeiros socorros.
Coordenação e equilíbrio
Na Noruega, pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e da Universidade de Lancaster (Reino Unido) acompanharam bebês que fizeram natação dos 2 ou 3 meses até cerca de 7 meses de idade. Aos 4 e 5 anos, essas crianças tiveram resultados melhores em equilíbrio e na habilidade de pegar objetos do que um grupo parecido que não fez natação. O estudo foi publicado em 2010 na revista Child: Care, Health and Development e envolveu um grupo pequeno, de 38 crianças.
Marcos do desenvolvimento alcançados mais cedo
Na Austrália, a Universidade Griffith pesquisou cerca de 7 mil crianças de até 5 anos, da Austrália, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos, e avaliou de perto 176 crianças de 3 a 5 anos. As que faziam natação desde cedo chegaram antes aos marcos esperados para a idade: de 6 a 15 meses à frente em habilidades como contar, linguagem, resolver problemas e seguir instruções, além de desenhar e recortar com mais precisão. As diferenças apareceram independentemente do sexo e da renda das famílias.
Vale a ressalva: a pesquisa australiana foi financiada pelo setor de escolas de natação e mostra uma associação, não uma relação de causa. Famílias que levam os filhos à natação podem ser diferentes em outros aspectos.
O que levar em conta
- A natação na primeira infância é uma camada de proteção, não a única: supervisão constante de um adulto continua indispensável.
- Procure aulas com professores formados, água aquecida e turmas pequenas, com os pais ou responsáveis por perto.
- Mais do que técnica, nessa fase o objetivo é a adaptação ao meio líquido, a confiança e o prazer de estar na água.
- Converse com o pediatra antes de começar, principalmente no caso de bebês.
Na APANI, a natação é um caminho de saúde, convivência e esporte para crianças e famílias de Itatiba. Quer saber como começar? Fale com a equipe pela conversa do site.
Com informações de NICHD / NIH (estudo de 2009 sobre aulas de natação e afogamento), Universidade Griffith (Early Years Swimming), ScienceDaily (estudo norueguês sobre natação de bebês, 2010) e Sobrasa, citada pelo Correio da Manhã.









